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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Reuniões Epeciais



Reuniões Epeciais

Em janeiro de 2015 teremos a visita de dois representantes da sede aqui no Brasil: o irmão Geoffrey Jackson, membro do Corpo Governante e John Wentworth. Por ocasião da visita haverá uma reunião especial em 25 de janeiro de 2015, o programa terá duração de três horas e será transmitido para todas as congregações no Brasil.




Além da visita do irmão Geoffrey Jackson em janeiro, estamos muito felizes que em março de 2015 receberemos a visita de um outro membro do Corpo Governante, o irmão David Splane. Em conexão com a visita do irmão Splane está agendada uma reunião especial para 22 de março de 2015! O programa desta reunião também será de três horas de duração e será transmitido a todas as congregações do país. 

Fotos: Betel Brasil; David Splane na Reunião Anual

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Destruição de Jerusalém - Quando?


Destruição de Jerusalém - Quando?



Como se chega a 607 A.E.C.?

     
Nas publicações das Testemunhas de Jeová se afirma que Jerusalém caiu diante dos babilônios no ano 607 A.E.C., enquanto os historiadores atuais costumam datar este acontecimento em 587 A.E.C. Alguns opositores acusam às Testemunhas por aceitar a data de 539 A.E.C. e rejeitar a de 587 A.E.C. Por que isto é assim?

Como se chega a 539 A.E.C.?

     Se pode chegar a data de 539 A.E.C. para a queda de Babilônia diante dos persas, não somente pelo cânon de Ptolomeu (uma lista de rei babilônios e persas escrita no século 2 E.C., cuja viabilidade falaremos depois), sendo também por outros meios. Entre estes, destaca uma tabuinha de argila babilônica denominada Strm Kambyses 400, com a seguinte informação astronômica correspondente ao ano sétimo de Cambises II, filho de Ciro II: "Ano 7, Tamuz, noite de 14, 1 2/3 horas duplas [três horas e vinte minutos] depois que veio a noite, um eclipse lunar visível em todo seu curso; chegou à metade norte do disco [da lua]. Tebet, noite do 14, duas horas duplas e média [cinco horas] na noite antes da manhã [na última parte da noite], o disco da lua se eclipsou; todo o curso visível; o eclipse chegou às partes norte e sul”. (Inschriften von Cambyses, König von Babylon, de J. N. Strassmaier, Leipzig, 1890, núm. 400, linhas 45-48; Sternkunde und Sterndienst in Babel, de F. X. Kugler, Münster, 1907, vol. 1, págs. 70, 71.) Aqui se fala de dois eclipses, dando suas datas segundo o calendário babilônico. Estas datas coincidem com dois eclipses que foram visíveis em Babilônia o 16 de julho de 523 A. E.C. e o 10 de janeiro de 522 A. E.C. (Cânon of Eclipses, de Oppolzer, tradução ao inglês de O. Gingerich, 1962, pág. 335.) Portanto, esta tábuinha parece indicar que o sétimo ano de Cambises II começou na primavera de 523 A. E.C.

     Como o sétimo ano de Cambises II começou na primavera de 523 A. E.C., seu primeiro ano de reinado foi o 529 A. E.C., e em seu ano de ascensão e último ano de Ciro II como rei de Babilônia foi o 530 A. E.C. (vale recordar que o período desde que um rei chegava ao trono até o fim desse ano se denominava em seu ano de ascensão, e o seguinte ano completo era seu primeiro ano).

     Assim, sabemos qual foi o último ano de reinado de Ciro em Babilônia. A última tabuinha datada do reinado de Ciro II é do dia vigésimo terceiro do mês quinto de seu nono ano. (Babylonian Chronology, 626 B.C.–A.D. 75, de R. Parker e W. Dubberstein, 1971, pág. 14.) Se o nono ano de Ciro II como rei de Babilônia foi o 530 A. E.C., segundo esta conta seu primeiro ano foi o 538 A.E.C., e em seu ano de ascensão, o 539 A.E.C.

     Há outros meios que apontam ao mesmo ano: o historiador Diodoro, bem como Africano e Eusébio, mostram que o primeiro ano de Ciro como rei de Pérsia correspondeu à LV Olimpíada, ano 1 (560 / 559 A.E.C.), enquanto o último ano de Ciro se coloca na LXII Olimpíada, ano 2 (531/530 A.E.C.). As tabuinhas cuneiformes dão a Ciro um reinado sobre Babilônia de nove anos, o que apoia no ano 539 como a data da conquista de Babilônia. (Handbook of Biblical Chronology, de Jack Finegan, 1964, págs. 112, 168-170; Babylonian Chronology, 626 B.C.–A.D. 75, pág. 14).

     A crônica de Nabonido estabelece no dia e no mês: 12 de outubro segundo o calendário juliano, 6 de outubro segundo o calendário gregoriano.

     Tanto os historiadores como as Testemunhas de Jeová calculam a data da destruição de Jerusalém a partir da data de 539 a. E.C.


Como se chega a 607 A.E.C.

     As Testemunhas de Jeová o calculam da seguinte maneira: Textos como Jeremias 25:8, 9, 11-14; 29:10-14; Daniel 9:1, 2; 2 Crônicas 36:19-23 e Zacarias 1:12; 7:5 indicam que decorreu um período de 70 anos literais desde a desolação de Jerusalém e Judá até sua restauração. Já que os judeus regressaram no segundo ano, o 537 A.E.C., 70 anos atrás nos leva a 607 a.E.C. É simplesmente assim!


Como se chega a 587 A.E.C.

 No entanto, a cronologia de Parker e Dubberstein, que é a que aceitam a maioria de historiadores desde meados do século XX, não presta atenção ao depoimento da Bíblia e realiza seu cálculo baseando-se principalmente no Cânon de Ptolomeu, e também numa tabuinha astronômica chamada "VAT 4956".

 O Cânon de Ptolomeu menciona cinco reis da dinastia neobabilônica que governou antes da conquista de Ciro: Nabopolassar (ao qual atribui-se-lhe 21 anos de reinado), Nabucodonosor (43 anos), Evil-Merodaque (2 anos), Neriglissar (4 anos) e Nabonido (17 anos).

 Contando para trás desde 539 A.E.C. chega-se à conclusão de que Nabucodonosor começou a reinar 66 anos antes, isto é, em 605 A.E.C. ( a tabuinha "VAT 4956" parece coincidir com essa data, pois localiza no ano trinta e sete do reinado de Nabucodonosor exatamente no mesmo ano que o faz o cânon de Ptolomeu). Já que textos como 2 Reis 25:8 e Jeremias 52:29 mostram que a desolação de Jerusalém sucedeu no ano décimo oitavo de Nabucodonosor (décimo nono se se contar  a partir de seu "ano de ascensão"), isto lhes leva à data de 587 A. E.C. (curiosamente, para isto sim aceitam o depoimento da Bíblia).


Como explicar a 'contradição'?

    Aos que não creem na infalibilidade da Bíblia, basta dizer que a cifra de 70 anos é um erro ou uma mentira. Alguns crentes tratam de explicá-lo dizendo que a cifra de 70 anos é simbólica, não literal, ou que não decorre entre a desolação de Judá e sua restauração, mas os textos citados acima não apoiam essas conjecturas. Portanto, a nós cristãos, nos vemos diante a escolha de crer em Parker e Dubberstein, que atribuem ao exílio uma duração de 50 anos, ou crer no Autor da Bíblia, que lhe atribui 70 anos.

    Para as Testemunhas de Jeová a opção é clara, e não há necessidade de ir além. No entanto, podem-se adicionar alguns comentários sobre a confiabilidade dos dados que contradizem o depoimento bíblico. Nenhum historiador pode negar a possibilidade de que o quadro atual da história babilônica possa ser enganoso ou estar equivocado. Sabe-se, por exemplo, que os sacerdotes e reis da antiguidade às vezes alteravam os registros segundo os fins que lhes conviam. Ou, ainda, se a evidência descoberta fora exata, pudesse ter sido mal interpretada pelos estudiosos modernos, ou estar incompleta, de maneira que a cronologia daquele período pudesse ser drasticamente alterada por material ainda não descoberto.

      Quanto ao cânon de Ptolomeu, do século 2 E.C., o professor E. R. Thiele escreve em seu livro The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings:


"O cânon de Ptolomeu se prepara principalmente com propósitos astronômicos, não históricos. Não dava a entender que apresentava uma lista completa de todos os governantes, seja de Babilônia ou da Pérsia, nem no mês ou dia exato do princípio de seus reinados, senão que era um recurso que fazia possível colocar corretamente num extenso arranjo cronológico certos dados astronômicos que então estavam disponíveis. Os reis cujos reinados duraram menos de um ano e dos que não atingiram no dia de Ano Novo, não foram mencionados."
    
     É importante ter em conta que o cânon não se escreveu como um registro histórico, senão astronômico: Ptolomeu usou os reinados de antigos reis (segundo ele os conhecia uns sete séculos depois) simplesmente como um marco no qual colocar a informação astronômica. Por isso, não se pode ter a segurança de que estivesse correto ao atribuir certo número de anos a vários reis. De fato, enquanto Ptolomeu credencia a Evil-Merodaque apenas dois anos de governo, Polyhistor lhe atribui doze anos, por exemplo. Ademais, não é possível estar seguro de que tenham reinado só cinco reis durante este período. Por exemplo, em Borsipa foram encontrados vários nomes de reis babilônios que não aparecem em nenhuma outra parte.

      Quanto à tabuinha "VAT 4956", o texto não é um original, senão uma cópia de outro texto anterior, e contém numerosos espaços em branco. Atualmente nem sequer se entendem alguns dos termos que se encontram nela. No texto aparece duas vezes a anotação hi-bi (que significa, "rompido, impreciso"). Desta maneira o escriba reconheceu que estava trabalhando com uma cópia defeituosa. Isto supõe que sua confiabilidade é ao menos duvidosa. Mas ainda supondo que a informação astronômica apresentasse um quadro veraz do original, isto não estabeleceria a veracidade da informação histórica. Igual ao cânon de Ptolomeu, simplesmente usava os reinados de antigos reis, segundo a cronologia que se aceitava em seu tempo, como um marco para colocar a informação astronômica. De maneira que o copista da "VAT 4956" pôde simplesmente inserir no ‘ano trinta e sete de Nabucodonosor’ segundo a fonte de informação que utilizasse. Os eruditos alemães Neugebauer e Weidner (que são quem traduziram o texto), reconhecem que o escriba evidentemente mudou palavras para adaptá-las à terminologia abreviada em uso em seu dia; mas foi um tanto inconsistente como inexato. Da mesma maneira facilmente pôde ter inserido outra informação que se adaptasse a seus propósitos, de maneira que cabe a possibilidade de que tanto o cânon de Ptolomeu como a "VAT 4956" tenham derivado de uma mesma fonte básica e compartilhem erros mútuos.

     Em oposição ao cânon de Ptolomeu e à "VAT 4956" se erguem os depoimentos unânimes de Jeremias, Zacarias, Daniel e o escritor de 2 Crônicas, de que Judá e Jerusalém jazeram desoladas por setenta anos. As Testemunhas de Jeová preferem dar crédito a estes últimos.


Nota:

O professor Rolf Furuli, de Oslo, acaba de publicar o primeiro de dois livros que nos faz uma revisão exaustiva dos documentos antigos para corroborar a data de 607 A.E.C. como a da destruição de Jerusalém.



                                 http://folk.uio.no/rolffu/Chronlgy.htm
                                 http://jehovahsjudgment.co.uk/607/default.html
                  

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Proskyneo - Sempre "Adoração"?

Proskyneo - Sempre "Adoração"?


A  palavra  grega proskunew (proskyneo, às vezes transliterada como proskuneo) tem sido utilizada em algumas ocasiões por crentes na Trindade para atacar a tradução da Bíblia publicada pelas Testemunhas de Jeová, a Tradução do Novo Mundo. Como? 
Eles afirmam que a palavra grega proskyneo significa ‘adorar’, e então assinalam o fato de que a NM a traduz como ‘prestar homenagem’ sempre que se refere a Jesus (em textos como Mateus 2:11; 8:2; 9:18; 14:33; 15:25; 28:9, 17; Marcos 5:6; 15:19; Lucas 24:52; João 9:38 e Hebreus 1:6). Segundo eles, isto é uma distorção do texto original da Bíblia que evita reconhecer a Jesus como digno de ser adorado como ser divino. 
Ao traduzir uma palavra, deve se levar em conta quais são os diversos significados que ela pode ter e qual deles é o mais apropriado em cada caso. Por isso, vejamos o que significa realmente a palavra gregaproskyneo. 
Em uma nota ao pé da página da American Standard Version com respeito a palavra proskyneo em Mateus 2:11, se indica:
A palavra grega denota um ato de reverência, seja a uma criatura (veja-se Mat. 4:9; 18:26), ou ao Criador (veja-se Mat. 4:10)”. 
Em uma nota ao pé da página da versão Weymouth’s com respeito ao mesmo versículo (Mateus 2:8, 11), podemos ler: 
[vv] 8, 11. “prestaram homenagem”, ou talvez ‘adoração’, veja-se João IX 38 n.” 
Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento de Vine diz sob a palavra: 
1. PROSKUNEO..., prestar homenagem, fazer reverência a (de pros, em direção à, e kuneo, beijar), é a palavra mais frequente traduzida como adorar”. 
O Dicionário Strong diz: 
Proskuneo: Provém de pros e provavelmente um derivado de kuon (com o significado de beijar, como um cachorro lambendo a mão de seu dono); adular ou agachar-se perante, ou seja, (literalmente ou figurativamente) prostrar-se em homenagem (fazer reverência a, venerar); adorar”. 
O manual Greek Lexicon of the New Testament, de G. Abbott-Smith, 3ª edição, página 386, diz:  
[pros-kuneo]: (de kuneo, beijar) prestar homenagem, fazer reverência, adorar”. 
A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature, de William F. Arndt e F. Wilbur Gingrich, 1957, diz nas páginas 723, 724, sob proskuneo 
Se usava para designar o costume de prostrar-se diante de uma pessoa e beijar-lhe os pés, a orla da veste, ou beijar a terra. [...] (cair) adorar, prestar homenagem a, prostrar-se ante, fazer reverência a, dar boas-vindas respeitosamente”. 
Por último, The New Thayer’s Greek-Lexicon of the New Testament, de Joseph Henry Thayer, página 548, diz:  
[Proskuneo]… cair sobre os joelhos e tocar a terra com a testa como expressão de profunda reverência. [...], portanto, no N.T., ajoelhar-se ou prostrar-se para prestar homenagem (a alguém) ou fazer reverência, para expressar respeito ou fazer súplicas”. 
Com respeito a Marcos 5:6, Ralph Earle em sua obra Word Meanings In The New Testament (página 37, Hendrickson Publishers, 4ª impressão, junho de 2000), escreve: 
“‘Adorou’ É certo que proskyneo (...) significa ‘prestar homenagem, fazer reverência à, adorar’. Permanece a pergunta pertinente: Estaria o homem possuído por demônios adorando a Jesus, apesar de que o chamou de “filho do Deus Altíssimo” (NASB, NIV, RSV)? Provavelmente “caiu de joelhos diante dele” (NIV) é uma tradução mais segura”. 
Todas estas citações devem ser suficientes para mostrar sem a menor dúvida que “prestar homenagem” é uma tradução aceitável para proskyneo. Não há nada na palavra em si mesma, quando se utiliza com respeito a Jesus, que signifique a adoração deste como Deus Todo-poderoso. Ainda mais, é o contexto o que deve determinar que espécie de proskyneo é o que se está traduzindo. 

O que dizem algumas versões bíblicas
Vejamos alguns exemplos desta palavra na Bíblia e como a vertem diferentes traduções segundo o contexto. 
Mateus 2:11, segundo a versão Almeida, diz: 
E, entrando na casa, (os magos) acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram [grego: proskyneo]”. 
Contudo, a versão A Bíblia Sagrada Edição Pastoral traduz este versículo assim: 
... Ajoelharam-se (os magos) diante dele, e lhe prestaram homenagem”.
Prestaram os magos proskyneo ao bebê Jesus como a alguém nascido como rei, ou como Deus Todo-poderoso? Certamente, foi a primeira opção, por isso a forma de traduzi-la da versão Edição Pastoral é correta. 
A palavra em Mateus 2:11 tem o mesmo sentido que a “adoração” ou “homenagem” que Abraão fez aos cananeus (Gênesis 23:7, 12), ou que Jacó fez a seu irmão Esaú (Gênesis 33:3, 6, 7) e o rei Nabucodonosor a Daniel (Daniel 2:46). De fato, a Septuaginta grega utiliza a palavra proskyneo em todos estes textos (curiosamente, a Vulgata Latina, traduzida a partir da Septuaginta, usa o verbo adorare nestes versículos). Veja-se a versão Figueiredo (Fi). 
Outro exemplo é Marcos 5:6 onde, com respeito ao homem possuído por demônios, diz: 
 E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o [proskyneo]”. (Al)
Estavam os demônios que possuíam a este homem adorando a Jesus? Evidentemente não, por isso outras versões o traduzem assim: 
Ele viu Jesus de longe, correu, caiu de joelhos [proskyneo] diante dele”.
(A Bíblia na Linguagem de Hoje, SBB, 1975)

Quando Jesus ainda estava longe, na água, o homem O viu e correu ao seu encontro, prostrando-se [proskyneo] diante dEle”.
(O Mais Importante É O Amor, baseada na versão “The Living Bible”, 1985)

Vejamos ainda outro exemplo. Em Revelação (Apocalipse) 3:9, Jesus diz, segundo a versão Almeida: 
Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e näo são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados [proskyneo] a teus pés, e saibam que eu te amo”.

Estava se contradizendo Jesus, haja vista que antes (em Mateus 4:10) havia dito que somente Deus deve ser adorado? Claro que não! É tão somente que proskyneo, como já se tem mostrado, pode ter o sentido de prostrar-se diante de um superior, ou mostrar-lhe honra e respeito. Por isso, outras versões traduzem este versículo assim: 
Veja o que farei com aqueles que são sinagoga de Satanás e que se dizem judeus e não são, mas são mentirosos. Farei que se prostrem [proskyneo] aos seus pés e reconheçam que eu o amei”.
(Nova Versão Internacional, edição 2002)

Sei que existem por aí alguns que se dizem judeus; são mentirosos, da sinagoga de Satanás. Vou entregá-los a você. Eles vão ter que ajoelhar [proskyneo] aos seus pés e reconhecer que eu amo você”.
(Edição Pastoral, 1997)

Note isto: Eu obrigarei  todos aqueles que sustentam as causas de Satanás enquanto afirmam que são meus (porém não são – eles estão mentindo) a caírem [proskyneo] aos seus pés e reconhecerem que é você aquele que eu amo”.
(O Mais Importante é o Amor, 1985)

Eis que farei que alguns da synagoga de Satanaz, que dizem ser judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham prostrar-se [proskyneo] aos teus pés e conheçam que eu te amei”. (Novo Testamento, Traducção Brazileira, SBU)

Portanto, chegando a este ponto, deveríamos ser capazes de ver que não necessariamente é incoerente traduzir proskyneo em ocasiões como ‘prestar homenagem’ e em outras ocasiões como ‘adorar’, pois isto depende do contexto. 
Se se usa a palavra portuguesa ‘adorar’ com respeito a Jesus, isso poderia levar o leitor da Bíblia a considerá-lo uma ‘prova’ de que Jesus é o Deus Todo-poderoso, pois somente Ele pode ser ‘adorado’. Poderia chegar a interpretar a palavra ‘adorar’ referida a Jesus segundo a definição, por exemplo, do Dicionário da Editora Universal

Prestar culto (serviço sagrado) à divindade”

Claro que isso iria claramente entrar em contradição às palavras do próprio Cristo em Mateus 4:10. Portanto, se um tradutor optar por traduzir sempre a palavra proskyneo como ‘adorar’, isso não seria em si mesmo uma prova de que Jesus seja o Deus Todo-poderoso. A palavra grega em si não mostra isto. Portanto, a teologia do tradutor influirá na forma que se verta em português a palavra proskyneo. 

É incoerente a Tradução do Novo Mundo ao verter proskyneo?
Alguns objetariam a postura da Tradução do Novo Mundo neste aspecto porque creem que Jesus seja o Deus Todo-poderoso. Mas primeiro se há de admitir que a palavra proskyneo pode ser traduzida da maneira que o faz a referida tradução e de fato, outras versões que também o fazem em diversos textos, conforme vimos. Portanto, é totalmente incorreto considerá-la como uma distorção ou uma tergiversação da parte da NM. 
Tendo deixado isto estabelecido, agora podemos perguntar: Por que a NM tem optado por traduzir esta palavra como ‘prestar homenagem’ quando se usa com referência a Jesus? 
Deixemos que responda o número de 1° de julho de 1971 de A Sentinela, pág. 414, 415, que diz em parte: 
A palavra grega traduzida “adorar” em Hebreus 1:6 é proskynéo. Esta palavra grega é também usada em Salmo 97:7, na Versão dos Setenta, traduzindo a palavra hebraica shahháh. Qual é o sentido destes termos hebraico e grego?
Shahháh significa basicamente “curvar(-se)”. (Pro. 12:25) Curvar-se assim pode ser um ato de respeito para com outro homem, tal como um rei (1 Sam. 24:8; 2 Sam. 24:20) ou um profeta. (2 Reis 2:15) Abraão se curvou diante dos filhos cananeus de Hete, dos quais procurava comprar uma sepultura. (Gen. 23:7) A bênção de Isaque a Jacó exigia que grupos nacionais e os próprios “irmãos” de Jacó se curvassem diante dele. — Gen. 27:29; compare isso com 49:8.
Os exemplos citados tornam claro que este termo hebraico, em si mesmo, não tem necessariamente um sentido religioso ou significa adoração. Não obstante, num grande número de casos é usado com relação à adoração, quer do verdadeiro Deus (Êxo. 24:1; Sal. 95:6), quer de deuses falsos. — Deu. 4:19; 8:19.
Curvar-se diante de homens como ato de respeito era admissível, mas curvar-se diante de qualquer outro, além de Jeová, como deidade, era proibido por Deus. (Êxo. 23:24; 34:14) De modo similar, curvar-se em adoração diante de imagens religiosas ou diante de qualquer coisa criada era positivamente condenado. (Êxo. 20:4, 5; Lev. 26:1; Deu. 4:15-19) Assim, nas Escrituras Hebraicas, quando certos dos servos de Jeová se prostraram diante de anjos, fizeram isso apenas em reconhecimento de que estes eram representantes de Deus, não lhes prestando homenagem como deidades. — Jos. 5:13-15; Gen. 18:1-3.
O grego proskynéo corresponde de perto ao hebraico shahháh no sentido de prestar homenagem a criaturas e também no de adorar a Deus ou uma deidade. Embora a maneira da expressão da homenagem talvez não se destaque tanto em proskynéo como em shahháh, termo hebraico que transmite vividamente a idéia de se prostrar ou curvar, alguns lexicógrafos sugerem que o termo grego decididamente tinha originalmente este sentido.
Como no caso do termo hebraico, é preciso tomar em consideração o contexto para se saber se proskynéo se refere a prestar homenagem apenas na forma de profundo respeito ou a prestar homenagem na forma de adoração religiosa. Quando a referência é diretamente a Deus (João 4:20-24; 1 Cor. 14:25) ou a um deus falso e seus ídolos (Atos 7:43; Rev. 9:20), é evidente que a prestação de homenagem vai além da que se presta aceitável ou costumeiramente a homens, e invade o campo da adoração. Do mesmo modo, também, quando não se menciona o objeto da prestação de homenagem, subentende-se que ela se dirige a Deus. (João 12:20; Atos 8:27; Heb. 11:21) Por outro lado, a ação dos da “sinagoga de Satanás”, induzidos a “vir e prestar homenagem” diante dos pés dos cristãos, claramente não é adoração. — Rev. 3:9.
A prestação de homenagem a um rei humano é encontrada na ilustração de Jesus em Mateus 18:26. É também evidente que foi esta espécie de prestação de homenagem que os astrólogos fizeram ao menino Jesus, “que nasceu rei dos judeus”, e que também Herodes professava querer prestar, e que os soldados prestaram zombeteiramente a Jesus antes de o pendurarem num madeiro. É evidente que não consideravam Jesus como Deus ou deidade. — Mat. 2:2, 8; Mar. 15:19.
Embora alguns tradutores usem a palavra “adorar” na maioria dos casos em que proskynéo descreve as ações das pessoas para com Jesus, a evidência não admite que se dê significado demais nesta maneira de tradução. Antes, as circunstâncias que provocavam a prestação de homenagem correspondiam de perto às que resultavam na prestação de homenagem aos profetas e reis anteriores. (Compare Mateus 8:2; 9:18; 15:25; 20:20 com 1 Samuel 25:23, 24; 2 Samuel 14:4-7; 1 Reis 1:16; 2 Reis 4:36, 37.) As próprias expressões dos envolvidos muitas vezes revelam que, embora reconhecessem claramente a Jesus como representante de Deus, não lhe prestavam homenagem como sendo Deus ou uma deidade, mas como sendo “Filho de Deus”, o predito “Filho do homem”, o Messias com autoridade divina. — Mat. 14:32, 33; 28:5-10, 16-18; Luc. 24:50-52; João 9:35, 38.
Embora profetas anteriores e também anjos aceitassem homenagem, Pedro impediu que Cornélio prestasse essa a ele. E o anjo (ou os anjos) da visão de João impediu João duas vezes de fazer isso, referindo-se a si mesmo como “co-escravo” e concluindo com a exortação de ‘adorar a Deus’. — Atos 10:25, 26; Rev. 19:10; 22:8, 9.
Evidentemente, a vinda de Cristo havia introduzido novas relações que afetavam as normas de conduta para com outros servos de Deus. Ele ensinou aos seus discípulos que ‘um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos . . . o vosso Líder é um só, o Cristo”. (Mat. 23:8-12) Pois era nele que achavam cumprimento as figuras e os tipos proféticos, assim como o anjo dissera a João, que “dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar”. (Rev. 19:10) Jesus era o Senhor de Davi, maior que Salomão e o profeta maior do que Moisés. (Luc. 20:41-43; Mat. 12:42; Atos 3:19-24) A homenagem prestada àqueles homens prefigurava a que se devia a Cristo. Portanto, Pedro recusou corretamente que Cornélio lhe desse importância demais.
Assim também João, por ter sido declarado justo ou sido justificado por Deus como cristão ungido, chamado para ser filho celestial de Deus e membro do reino de seu Filho, achava-se numa relação diferente com o(s) anjo(s) da revelação do que os israelitas a quem haviam anteriormente aparecido anjos. Conforme escreveu o apóstolo Paulo: “Não sabeis que havemos de julgar anjos?” (1 Cor. 6:3) Os anjos evidentemente reconheceram esta mudança de relação quando rejeitaram a homenagem de João.
Por outro lado, Cristo Jesus tem sido enaltecido pelo seu Pai a uma posição só inferior a de Deus, de modo que, “no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. — Fil. 2:9-11; compare isso com Daniel 7:13, 14, 27.
Em vista de tudo isso, como devemos compreender Hebreus 1:6, que mostra que até mesmo os anjos ‘adoram’ o ressuscitado Jesus, Cristo? Embora muitas traduções deste texto vertam proskynéo por ‘adorar’, algumas a traduzem por expressões tais como “curvar-se diante de” (The Bible — An American Translation) e “prestar homenagem” (The New English Bible). Não importa qual o termo usado, o grego original permanece o mesmo, e a compreensão do que os anjos prestam a Cristo precisa estar de acordo com as demais partes das Escrituras.
Caso se prefira a tradução “adorar”, então se precisa compreender que tal ‘adoração’ é apenas relativa. Pois o próprio Jesus declarou enfaticamente a Satanás que “é a Jeová, teu Deus, que tens de adorar [uma forma de proskynéo] e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado”. (Mat. 4:8-10; Luc. 4:7, 8) É verdade que o Salmo 97, que o apóstolo evidentemente cita em Hebreus 1:6, se refere a Jeová Deus como sendo aquele diante de quem ‘se curvar’, e, no entanto, este texto foi aplicado a Cristo Jesus. (Sal. 97:1, 7)  Todavia, o apóstolo havia mostrado anteriormente que o ressuscitado Cristo se tornou “o reflexo da . . . glória [de Deus] e a representação exata do seu próprio ser”. (Heb. 1:1-3) Portanto, se aquilo que compreendemos como ‘adoração’ é aparentemente dirigido ao Filho, por parte dos anjos, é na realidade dirigido por meio dele a Jeová Deus, o Regente Soberano, “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. — Rev. 14:7; 4:10, 11; 7:11, 12; 11:16, 17; compare isso com 1 Crônicas 29:20; Revelação 5:13, 14.
Por outro lado, as traduções “curvar-se diante de” e “prestar homenagem” (em vez de “adorar”) de modo algum estão em desacordo com a língua original, quer o hebraico do Salmo 97:7, quer o grego de Hebreus 1:6, pois tais traduções transmitem o sentido básico tanto de shahháh como de proskynéo.” 

Depois de se considerar toda esta informação, é fácil ver a pouca consistência das acusações como a que segue, de um crítico católico de língua inglesa: 
A questão é que as Bíblias legítimas usam a palavra [proskyneo] de forma coerente e permitem que o leitor interprete seu sentido, que pode ser nosso uso tradicional moderno da palavra, ‘adoração’, ou simplesmente ‘homenagem’. O que quero dizer é que a Tradução do Novo Mundo não deveria impor sua teologia dividindo ‘proskuneo’ entre homenagem e adoração, um para aplicar a Jesus e a outras criaturas e o outro a Deus. Traduzamos a palavra grega coerentemente e depois tratemos de explicar passagens que pareçam contradizer nossa interpretação. A Watchtower faz justamente o contrário. Impõe sua teologia sobre ‘proskuneo’ para lançar a ‘dificuldade’ fora da interpretação. Para mim, isso é uma abominação”. 
O mesmo fez estas declarações após citar a Bíblia de Jerusalém em passagens de Mateus onde se usa proskyneo com respeito a Jesus. Mas se este cavalheiro tivesse levado em conta que a Bíblia de Jerusalém nem sempre traduz a palavra grega da mesma maneira (como se tem mostrado acima), talvez haveria suavizado seus comentários sobre a “Watchtower” e a NM. Igualmente, a tradução católica chamada New American Bible (1986, em inglês) não é tão ‘coerente’ como provavelmente ele haveria gostado. Ainda que a New American Bible traduza proskyneo como ‘homenagem’ em Mateus 2:2, 8, 11; 8:2; 9:18; 14:33; 15:25; 18:26; 20:20; 28:9 não faz o mesmo em Mateus 28:17. Consideraria este crítico a esta tradução como “uma abominação” por não ser “coerente” com outros lugares em que traduz a palavra como ‘homenagem’? A Revised English Bible tem feito exatamente o mesmo. Outra tradução da Bíblia que tampouco seja ‘coerente’ em Mateus 28:17 porque traduz proskyneo de forma diferente aos outros lugares citados mais acima? Veja-se também a tradução de Barclay. Mas voltando a New American Bible, se notarmos como se tem traduzido proskyneo em Marcos 5:6; Lucas 24:52 e João 9:38 vemos que não chega ao nível de coerência deste crítico, pois nos textos de Marcos e Lucas se traduz “prostrated” (prostrou-se) e “homage” (homenagem) respectivamente, ainda que em João 9:38 se traduz como “worship” (adoração). De modo que quando o crítico diz: “A questão é que as Bíblias legítimas usam a palavra [proskyneo] de forma coerente e permitem que o leitor interprete seu sentido”, está com isto acusando a New American Bible católica de não ser “legítima”? Pensa da New American Bible o mesmo que da Tradução do Novo Mundo: “Para mim, isto é uma abominação”? 
Entretanto, a New American Bible tem o nihil obstat e imprimatur (licença para imprimir) da Igreja Católica. Não tem chamado “abominação” ao mesmo que sua própria Igreja Católica tem considerado uma fiel tradução das Escrituras Sagradas? 
Portanto, traduzir proskyneo em algumas ocasiões como “prestar homenagem” é perfeitamente correto. Escolher uma outra forma de traduzi-la depende das crenças religiosas que o tradutor aceite como corretas, pelo que nenhuma das opções pode ser tachada de tergiversação.

domingo, 24 de agosto de 2014

As Testemunhas de Jeová afirmaram que o “fim do mundo” viria em 1975?

As Testemunhas de Jeová afirmaram que o “fim do mundo” viria em 1975?

Diversos membros das religiões da cristandade têm afirmado que as Testemunhas de Jeová marcaram o ano de 1975 como sendo a data do “fim do mundo”. Eles citam várias de nossas publicações com o intuito de tentar provar isso. Portanto, neste artigo, examinaremos tais publicações para ver o que elas realmente dizem. Para melhor entendimento do leitor, os trechos dessas publicações que dizem respeito ao assunto em pauta foram colocados em negrito, e às vezes em negrito e maiúsculo. Após isso, para esclarecimento adicional, há um comentário feito após cada citação.

Estabelecendo o fundo histórico

     Em 1966, as Testemunhas de Jeová lançaram o livro Vida Eterna — na Liberdade dos Filhos de Deus, que trazia uma cronologia detalhada baseada na Bíblia, que estabeleceu 1975 como o ano que marcaria 6.000 anos da existência humana a partir da criação de Adão. Esse compêndio foi lançado numa série de congressos em 1966. No congresso de Baltimore, EUA, uma das Testemunhas de Jeová que compunham a direção da obra mundial – Frederick W. Franz – fez o discurso concludente, no qual teceu comentários concernente ao ano de 1975.

     Na época, as Testemunhas de Jeová entendiam o figurativo “dia” de “descanso” de Deus com sendo um período de 7.000 anos, e os últimos mil anos desse período de sete milênios como sendo o Reinado Milenar de Cristo, que restaurará as condições paradisíacas na Terra. (Gên. 2:1-3; He 4:3, 6, 10; Rev. 20:4-6)[1] Vale ressaltar que sabiam, pela Bíblia, que esse período de 7.000 anos não começou imediatamente após a criação de Adão, mas após a criação de Eva. A Bíblia não menciona o intervalo de tempo entre a criação de Adão e a criação de Eva. Ambas as criações poderiam ter ocorrido no mesmo ano, mas não necessariamente.

     Tendo esse conceito realista das limitações da cronologia bíblica, o irmão Franz declarou em seu discurso sobre a cronologia que aponta para 1975:

“‘O que isso significa? Será que significa que o dia de descanso de Deus começou em 4026 A.E.C. [quando Adão foi criado]? É possível que tenha começado. …

“‘O que dizer do ano de 1975? O que irá significar, caros amigos?’ – perguntou o irmão Franz. ‘Será que significa que o Armagedom estará terminado, com Satanás preso, por volta de 1975? É possível. É possível. Todas as coisas são possíveis para Deus. Será que significa que Babilônia, a Grande, terá sido derrubada por volta de 1975? É possível. Será que significa que o ataque de Gogue de Magogue será lançado contra as testemunhas de Jeová, para eliminá-las, daí o próprio Gogue sendo posto fora de ação? É POSSÍVEL. MAS, NÃO ESTAMOS AFIRMANDO. Todas as coisas são possíveis para Deus. MAS, NÃO ESTAMOS AFIRMANDO. E que nenhum dos irmãos seja específico em dizer algo que irá acontecer daqui até 1975.’”. – A Sentinela de 15 de fevereiro de 1967, p. 127.

     A revista acima não costuma ser citada pelos opositores das Testemunhas de Jeová. Contudo, ela faz parte de um conjunto de evidências que estabelece a verdade sobre o que as Testemunhas de Jeová realmente afirmaram sobre o ano de 1975. Como tornado claro no lançamento do livro Vida Eterna — na Liberdade dos Filhos de Deus, o ano de 1975 foi apresentado como sendo apontado pela cronologia bíblica como data histórica, que marcaria 6.000 anos da história humana a contar do ano da criação de Adão. Exatamente isso é o que foi descrito no referido livro, conforme exemplificado abaixo:

 “Desde o tempo de Ussher,[2] fizeram-se estudos intensivos da cronologia bíblica. Neste século vinte, realizou-se um estudo independente que não acompanha cegamente certos cálculos cronológicos tradicionais da cristandade, e a tabela de tempo publicada, resultante deste estudo independente, fornece a data da criação do homem como sendo 4026 A.E.C.* Segundo esta cronologia bíblica fidedigna, os seis mil anos desde a criação do homem terminarão em 1975 e o sétimo período de mil anos da história humana começará no outono (segundo o hemisfério setentrional) do ano 1975 E.C.” – Vida Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus, 1966, p. 27.

     Note que essa publicação ressaltou 1975 como data histórica, e não profética. Afirmou que essa data marcaria o fim – não do mundo – mas de 6.000 anos da história da existência do homem, e o começo – não do Reinado Milenar de Cristo – mas do “sétimo período de mil anos da história humana”. Infelizmente, alguns veem nos textos de nossas publicações algo bem diferente do que elas realmente afirmaram, devido a terem um conceito predeterminado recebido de outros.

“Assim, seis mil anos da existência do homem na terra acabarão em breve, sim, dentro desta geração. Jeová Deus não tem limite de tempo, conforme está escrito no Salmo 90:1, 2: ‘Ó Jeová, tu mesmo mostraste ser uma verdadeira habitação para nós durante geração após geração. Antes de nascerem os próprios montes ou de teres passado a produzir como que com dores de parto a terra e o solo produtivo, sim, de tempo indefinido a tempo indefinido, tu és Deus.’ Portanto, do ponto de vista de Jeová Deus, a passagem destes seis mil anos da existência humana são apenas como que seis dias de vinte e quatro horas, pois este mesmo salmo (versículos 3 e 4) prossegue, dizendo: “Fazes o homem mortal voltar à matéria quebrantada e dizes: ‘Retornai, filhos dos homens.’ Pois mil anos aos teus olhos são apenas como o ontem que passou e como uma vigília durante a noite.” Assim, dentro de poucos anos em nossa própria geração atingiremos o que Jeová Deus poderia considerar como o sétimo dia da existência do homem.” – Vida Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus, 1966, p. 29.

     Novamente, observamos a mesma linha de raciocínio: a publicação acima afirmou que 1975 marcaria historicamente a entrada no “sétimo dia [de mil anos] da existência do homem”.

     Coerentemente, as publicações dos anos subsequentes mantiveram o mesmo teor. Observe-as abaixo:

“Será que o dia de descanso de Deus equivale ao tempo em que o Homem tem estado na terra desde a sua criação? Aparentemente, sim. Das mais fiáveis investigações em cronologia Bíblica harmonizadas com muitas datas aceites da história secular, descobrimos que Adão foi criado no outono do ano 4026 A.E.C. Algures [em alguma parte] nesse mesmo ano Eva podia muito bem ter sido criada, começando o dia de descanso de Deus imediatamente a seguir. Em que ano terminariam, então, os primeiros 6.000 anos da existência do homem e também os primeiros 6.000 anos do dia de descanso de Deus? No ano 1975. Isto é digno de nota, particularmente em vista do fato de os “últimos dias” terem começado em 1914, e de os fatos físicos dos nossos dias em cumprimento da profecia marcarem esta como sendo a última geração deste mundo iníquo. Por isso podemos esperar que o futuro imediato esteja cheio de acontecimentos emocionantes para aqueles que depositam a sua fé em Deus e nas suas promessas. Isto significa que dentro de relativamente poucos anos nós vamos testemunhar o cumprimento das restantes profecias que têm que ver com o “tempo do fim.” – Despertai!, abril de 1967, pp.19-20.

     Diria você sinceramente que as palavras grifadas indicam a afirmação convicta de que o fim viria em 1975? Obviamente que não. A revista acima afirma que “Eva podia” ter sido criada no mesmo ano que Adão, e NÃO que ela definitivamente foi criada em tal ano. Então, partindo desse PRESSUPOSTO, o referido artigo mostrou que, se assim fosse, “os primeiros 6.000 anos do dia de descanso de Deus” “terminariam” em 1975. A alusão que o artigo fez ao contexto histórico entendido pelas Testemunhas de Jeová, de que estamos no “tempo do fim” desde 1914, enfocou a proximidade do fim, mas não determinou nenhuma data específica. De fato, mesmo hoje nossas publicações adotam o mesmo conceito de proximidade do fim, com o objetivo de se manter a vigilância espiritual. – Luc. 21:36; Dan. 12:4.

“Uma coisa é absolutamente certa, a cronologia bíblica reforçada pelo cumprimento das profecias bíblicas mostra que seis mil anos de existência do homem vão acabar em breve, sim, nesta geração! (Mat. 24:34) Este não é, portanto, o tempo para ser indiferente e complacente. Este não é o tempo para se estar a brincar com as palavras de Jesus de que “com respeito àquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus nem o Filho, mas unicamente o Pai.” (Mat. 24:36) Pelo contrário é um tempo em que se deve estar plenamente ciente de que o fim deste sistema de coisas está a chegar rapidamente ao seu fim violento. Não se engane, é suficiente que o próprio Pai saiba o “dia e a hora”!” – A Sentinela, fevereiro de 1969, p.116.

     Novamente, a revista acima estabelece uma relação de proximidade entre o fim dos “seis mil anos de existência do homem” e o “fim deste sistema de coisas”. Isso se dá porque o fim do período de seis milênios da existência humana ocorre historicamente dentro – e bem avançado no tempo – da época que as profecias bíblicas apontam como sendo o “tempo do fim”. (Dan. 12:4) Mas, tal revista NÃO AFIRMA que o fim do período de 6.000 anos da história humana COINCIDIRIA com o fim do sistema mundial de coisas.

“Mas o que dizer da atualidade? Atualmente, temos a evidência exigida, toda ela. E é sobrepujante! Todas as muitas partes do grande sinal dos últimos dias estão presentes, junto com a comprovante cronologia bíblica. … Isto deixaria apenas seis anos mais a contar do outono setentrional de 1969 para completar os 6 mil anos plenos da história humana. Este período de seis anos evidentemente terminará no outono setentrional do ano de 1975.” – Despertai! de 22 de abril de 1969, p.23.

     Como já mostrado claramente neste artigo, a revista acima aponta para uma data que cumpre um evento histórico – a marca de seis milênios de historia da existência humana – marcado pela cronologia bíblica. Mas não diz que essa data histórica marcaria o “fim do mundo”.

“Nossa preocupação principal, agora, deve ser com o presente e o futuro. Precisamos manter o proceder de fidelidade que impeça quaisquer possíveis arrependimentos no futuro. Assim como olhamos para trás, para os últimos cinco anos, olhemos agora para a frente, para cinco anos no futuro. Será então 1975. …

“Jeová nos deu informações suficientes para que possamos saber definitivamente qual a tendência dos eventos futuros. A sua Palavra revela que, sem dúvida, nos aproximamos rapidamente do fim deste inteiro sistema iníquo de coisas. (Mat. 24:3-14; 2 Tim. 3:1-5; 1 João 2:17) O intenso ódio e a violência se tornarão ainda mais ardentes. O desrespeito pela lei se tornará pior. Prevalecerá antagonismo contra tudo o que for religioso. Este espírito se tornará tão forte, que por fim resultará na destruição de todo o império da religião falsa, Babilônia, a Grande. — Rev. 18:1-8.

“Portanto, quando em breve chegar o fim deste sistema de coisas, qual será a nossa maior necessidade, o nosso bem mais valioso? Não será nosso dinheiro, nem os bens materiais. Não serão quaisquer elementos amistosos do mundo. Não, mas o nosso bem mais valioso e a nossa maior necessidade será a fé inabalável em nosso Deus, Jeová.

“Precisamos ter a absoluta certeza, no coração e na mente, de que Jeová realmente vive e de que tudo o que a Bíblia diz a Seu respeito é veraz.” – A Sentinela, 1.º de maio de 1970, pp. 285-286.

     Note que, quando a revista acima mencionou a proximidade do fim, não relacionou isso com uma data específica, mas sim com textos bíblicos que mostram que estamos no tempo do fim: Mateus 24:3-14 e 2 Timóteo 3:1-5. Quem ler esses textos, analisando-os com eventos históricos marcantes num único período e a nível mundial, verá que o século vinte mostrou-se diferente de todos os séculos precedentes: duas guerras mundiais, a gripe espanhola, maior incidência de terremotos, bem como a pregação mundial do Evangelho. Todos esses e outros acontecimentos tornam claro, como mostrou a referida revista, que “nos aproximamos rapidamente do fim deste inteiro sistema iníquo de coisas”.

“Todos gostariam de saber por quanto tempo o sistema atual ainda há de continuar e quando se há de realizar o propósito de Deus na terra do mesmo modo pleno como no céu. Jesus respondeu que ‘estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada . . . e então virá o fim’. Aqui, no texto grego da Bíblia, ele usou a palavra telos ou ‘fim’ para distinguir o que queria dizer com syntéleia ou ‘terminação’ do sistema de coisas, o período de colheita em que vivemos agora. (Compare isso com Mateus 24:3, 6, Diaglott.) NÃO SE PODE PREDIZER EXATAMENTE QUÃO PERTOS ESTAMOS DO FIM DO ATUAL SISTEMA DIVISÓRIO DE COISAS, visto que Jesus disse que nem mesmo ele sabia o dia ou a hora disso, no tempo de seu ministério terrestre. (Mat. 24:36) Entretanto, a cronologia bíblica, que indica que Adão foi criado no outono (hem. set.) do ano 4026 A. E. C., nos levaria até o ano de 1975 E. C. como data que assinalaria 6.000 anos da história humana, com mais 1.000 anos futuros da regência do Reino por Cristo. Portanto, QUALQUER QUE SEJA A DATA DO FIM DESTE SISTEMA, torna-se claro que o tempo que resta é reduzido, sobrando aproximadamente menos de seis anos até o fim de seis mil anos da história humana.” – A Sentinela de 1.º de novembro de 1970, p. 657, parágrafo 5.

     É impressionante que a revista acima tenha sido citada como “prova” de que as Testemunhas de Jeová prognosticaram o “fim do mundo” para 1975! A revista acima depõe justamente CONTRA a afirmação de que as Testemunhas de Jeová estabeleceram o ano de 1975 para o “fim do mundo”. Pois, se assim tivessem feito, não afirmariam que “NÃO SE PODE PREDIZER EXATAMENTE QUÃO PERTOS ESTAMOS DO FIM” do sistema de coisas, nem usariam expressões tais como “QUALQUER QUE SEJA A DATA DO FIM DESTE SISTEMA”. O texto em negrito e em maiúsculo é extremamente claro em mostrar que as Testemunhas de Jeová reconheciam não saber a data do fim – nem o ano. Coerente com as publicações anteriores, os editores apresentaram 1975 como data de um período histórico.

“Na tarde de domingo, 26 de julho de 1931, num congresso internacional da A. I. E. B., em Columbus, Ohio, E. U. A., adotou-se de coração a Resolução a favor da adoção do Novo Nome, testemunhas de Jeová. … E agora, neste ano crítico de 1975, pode-se perguntar: Será que o Deus Altíssimo da profecia fez para si um nome? A resposta é óbvia: Sim! Por meio de quem? Não pela cristandade, nem pelo judaísmo, mas pelas testemunhas cristãs de Jeová!” – A Sentinela de 15 de março de 1975, pp. 188-9, parágrafo 29.

     Esse artigo mencionou 1975, não como data do “fim do mundo”, mas como o ano em que estavam na época, do qual podiam olhar para trás e recapitular o valor e o respeito que deram ao Nome divino, Jeová.

“Só a partir do fim do ano de 1928 abriu-se ao entendimento espiritual do restante ungido do ‘Israel de Deus’ a perspectiva de sobreviver à ‘guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso’, no Har-Magedon, e entrar aqui na terra na nova ordem justa de Jeová. (Veja The Watch Tower, de 15 de dezembro de 1928, página 376, parágrafos 35, 36.) E agora, no ano de 1975, alguns milhares dos do restante ungido, ainda vivos nesta terra, aguardam o cumprimento desta perspectiva alegre. A crescente ‘grande multidão’ de seus companheiros semelhantes a ovelhas aguarda com eles entrar na Nova Ordem sem interrupção de vida. Na Nova Ordem, Jeová Deus aumentará a ‘longura de dias’ do restante ungido na terra ao ponto de fartar os membros dele. Resta a ver se serão ainda retidos aqui na terra para ver o começo da ressurreição dos mortos terrestres e para conhecer testemunhas fiéis dos tempos antigos, pré-cristãos. Gostariam disso, antes de serem tirados do cenário terrestre para a recompensa celestial junto a Cristo.” – A Sentinela de 15 de março de 1975, pp. 188-9, parágrafo 36.

     A “perspectiva alegre” a que se refere essa publicação não era ver o fim em 1975, e sim a possibilidade de os cristãos com esperança celestial poderem permanecer na Terra por um tempo após o fim do sistema. Que isso, naturalmente, foi apresentado como possibilidade pode ser visto na frase “resta a ver se serão ainda retidos aqui na terra”. A menção de 1975 se deve a que estavam naquele ano.

“Receberam-se notícias a respeito de irmãos que venderam sua casa e propriedade e que planejam passar o resto dos seus dias neste velho sistema de coisas empenhados no serviço de pioneiro. Este é certamente, um modo excelente de passar o pouco tempo que resta antes de findar o mundo iníquo.” – Nosso Ministério do Reino, julho de 1974, pp. 3-4.

     Os que conhecem as publicações das Testemunhas de Jeová sabem que o incentivo e o elogio a se dedicar mais tempo, recursos e energias à obra de evangelização, em vista da relevância dessa obra e da urgência de nosso tempo, tem sido comum ano após ano. Associar a necessidade de abnegação com a proximidade do fim é uma constante nas publicações das Testemunhas.

     Veja, por exemplo, as seguintes declarações:

“Temos de considerar com oração como e até que ponto podemos simplificar a vida. … O tempo se esgotou para o mundo nos dias de Noé, e se esgotará para o atual sistema de coisas.” — A Sentinela de 15 de dezembro de 2003, p. 24, parágrafos 19-20.

“Muitos irmãos deixaram suas casas para simplificar a vida, e nos alegra ouvir seus relatos sobre como Jeová cuida deles e como seu serviço a ele lhes dá felicidade. (Atos 20:35) Além disso, todos os servos batizados de Jeová podem ter a bênção de ‘buscar primeiro o Reino e a justiça de Deus’ como parte de uma fraternidade cristã global. — Mat. 6:33.” – A Sentinela de 15 de fevereiro de 2010, p. 26, parágrafo 9.
 
     Mas, será que, ao se aproximar o ano 1975, as expectativas das Testemunhas de Jeová não aumentaram a ponto de afirmarem que o fim viria naquele ano? Veja a resposta no último número de A Sentinela de 1974. Sob o tema “Sirva com a eternidade em vista”, e debaixo do subtópico “Não servimos apenas até certa data”, a revista comentou:
“É verdade que a mais exata cronologia bíblica disponível indica que 6.000 anos da existência humana terminarão em meados da década de 1970. De modo que estes cristãos estão intensamente interessados para ver se isto coincidirá com o irrompimento da ‘grande tribulação’ dos nossos dias, a qual eliminará da terra todos os iníquos. Pode coincidir. Mas eles nem mesmo tentam predizer com exatidão quando virá a destruição do sistema iníquo de coisas de Satanás. Estão contentes em esperar e ver, reconhecendo que nenhum homem na terra sabe a data. — Mat. 24:36.

“As testemunhas cristãs de Jeová confiam em que Deus acabe com este sistema ímpio no SEU tempo devido. Quando a ‘grande tribulação’ começar, poderemos reconhecer isso. Portanto, em vez de especular a respeito de certa data, como se servíssemos com certa data por alvo, podemos concentrar-nos na importante obra de pregação que Jesus disse que seus discípulos fariam neste período de tempo. (Mar. 13:10) Assim, quando a ‘tribulação’ irromper, seremos encontrados atarefados e zelosos em cumprir a tarefa que temos. Assim, não fixaremos nossa mira numa data futura, mas serviremos com a eternidade em vista, assim como Judas exorta os cristãos.” — A Sentinela de 15 de dezembro de 1974, pp. 754-5, parágrafos 18-19.

     Por conseguinte, as Testemunhas de Jeová mantiveram coerentemente o que haviam afirmado sobre 1975 desde o princípio: que aquele ano marcaria o fim de “6.000 anos da existência humana”. Em nenhuma de suas publicações afirmaram que tal ano marcaria o fim de 6.000 anos do “descanso” de Deus. (Heb. 4:1-10) Expressões tais como “pode coincidir” e ‘ver SE coincidirá’ exprimem admissão de possibilidade, não afirmação categórica. A fraseologia usada em nossas publicações mostrou que essa data histórica, que marcou o fim de seis mil anos da existência do homem – PODERIA coincidir com o fim de seis mil anos do “descanso” de Deus. Mas, ao mesmo tempo, os editores NÃO AFIRMARAM que isso DE FATO ocorreria.

     Infelizmente, alguns membros da organização, ávidos de que o fim chegasse logo, concluíram que 1975 marcaria mais do que o fim de seis milênios da criação de Adão – que marcaria também o fim dos seis milênios do descanso de Deus, ALGO QUE NÃO FOI AFIRMADO NAS PUBLICAÇÕES das Testemunhas de Jeová. Assim, os que compunham a direção da obra mundial podiam honestamente apontar isso, como mostra a publicação abaixo:

“Caso alguém tenha ficado desapontado, por não seguir este raciocínio, deve agora concentrar-se em reajustar seu ponto de vista, por não ter sido a palavra de Deus que falhou ou o enganou e lhe causou desapontamento, mas, sim, seu próprio entendimento baseado em premissas erradas.” – A Sentinela de 15 de setembro de 1980, p.17.
    
     A mesma revista afirmou: “É impossível calcularmos de antemão quando é o fim do mundo.” (Página 18, parágrafo 8.) Contudo, vale ressaltar que, em suas publicações de anos anteriores, as Testemunhas de Jeová viveram à altura dessa declaração.

     Também, deve-se salientar que os que compunham a direção da obra mundial, ao expressar-se sobre o assunto por meio das publicações, não atribuíram más motivações aos que foram além do que havia sido afirmado por escrito. Observe como isso foi amorosamente colocado, lendo a publicação abaixo:

“As conclusões erradas não aconteceram por intenção maldosa ou infidelidade para com Cristo, mas sim por causa do desejo ardente de ver o cumprimento das promessas de Deus nos seus próprios dias. …

“De fato, pode-se confiar nas promessas de Deus! Os humanos é que estão propensos ao erro. Portanto, os cristãos verdadeiros continuarão numa atitude de espera, em obediência à ordem de Jesus. Eles vão manter-se alertas e prontos para a inevitável vinda de Cristo como Executor de Deus. Não permitirão que falsas predições ofusquem a sua percepção levando-os a desconsiderar o verdadeiro aviso a respeito do fim do mundo.” – Despertai! de 22 de junho de 1995, p. 9.

     Como se pode ver neste estudo imparcial, despojado de preconceitos e de sentimentos anuviadores do raciocínio, nenhuma publicação das Testemunhas de Jeová afirmou que em 1975 viria o “fim do mundo” – o fim do sistema mundial.

[1] Veja o livro Seja Deus Verdadeiro, edição em inglês de 1946 (1949 em português, pp. 153-168), publicado pelas Testemunhas de Jeová, mas atualmente esgotado; também a revista A Sentinela de 1.º de janeiro de 1987, p. 30. Esse conceito não foi declaradamente abandonado. Ocorreu que, em publicações mais recentes, ele deixou de ser mencionado. Assim, a obra Estudo Perspicaz das Escrituras (id.) menciona o “período de descanso do sétimo dia” criativo como tendo “milhares de anos de duração”. – Vol. 1, p. 710; vol. 3, p. 475.
[2] A referência é ao famoso prelado anglicano, irlandês, o Arcebispo James Ussher (1581-1656 E. C.), que estabeleceu uma cronologia da existência humana baseada em seu estudo da Bíblia.

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