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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Por que as Testemunhas de Jeová não ouvem músicas gospel?

Muitos se perguntam o porquê as Testemunhas de Jeová não escutam músicas gospel. Para sabermos a respeito é apropriado entendermos o valor da música espiritual. A primeira referência da Bíblia à música ocorre antes do Dilúvio, na sétima geração depois de Adão: “[Jubal] mostrou ser o fundador de todos os que manejam a harpa e o pífaro.” Isto talvez descreva a invenção dos primeiros instrumentos musicais ou talvez até mesmo o estabelecimento de uma espécie de profissão musical. — Gên 4:21. No entanto, a música fazia parte da adoração de Jeová já antes da criação do homem. Várias traduções da Bíblia falam de anjos cantando. Jó 38:7, por exemplo, fala de os anjos “gritarem de alegria” e darem “gritos de louvor”’. Vê-se que há motivos bíblicos para crer que se usava o canto na adoração de Jeová bem antes de o homem surgir.

O coração de Moisés e de seus companheiros israelitas se comoveram ao entoarem o cântico de vitória que relatava o que Jeová havia feito a Faraó e suas hostes. — Êxodo 15:1-21. Em 1 Crônicas 16:4-36 vemos a história da arca do pacto que seria colocada em uma tenda sobre a direção do Rei Davi. Além do canto para alegrar a ocasião havia um acompanhamento orquestral. A música continuou fazendo parte da religião entre os primeiros cristãos. Além de disporem dos Salmos inspirados, pelo visto eles compunham músicas e letras para a adoração, o que estabeleceu o precedente para a composição de cânticos cristãos na atualidade. (Efésios 5:19) Jesus e seus apóstolos cantaram juntos depois da refeição noturna, pouco antes da morte de Jesus. (Marcos 14:26) Na prisão, Paulo e Silas cantaram alto, para que todos pudessem ouvir. (Atos 16:25) 

Ao entoar um cântico, quem o faz está como que fazendo uma oração ao próprio Deus, logo, a crença de uma pessoa que escreveu uma canção espiritual deve condizer com as crenças daqueles que passam a ouvi-la e canta-la. Imaginemos, talvez, uma música religiosa hindu, religião que adora vários deuses, ou mesmo, da religião mulçumana que diz que adora apenas a um deus. Seria apropriado um cristão cantar tais cânticos? No primeiro exemplo entendemos que a tal música, que faz parte da adoração, foi produzida para dar honra a um ou vários deuses, não ao verdadeiro Deus. Mesmo que a letra da música não especificasse o nome de um deus, não seria correto nos apropriarmos de uma canção que foi destinada a um deus qualquer para cantarmos como sendo referida ao Deus verdadeiro Jeová. No segundo caso, o fato de os mulçumanos expressarem que acreditam em um único deus verdadeiro que criou tudo o que existe, não os tornam diferentes que o primeiro caso, pois os mesmos nem acreditam que outros que não sejam de sua própria religião estão tendo uma forma de adoração aceitável para Deus. Vem a pergunta: como um cristão cantaria um cântico produzido por alguém que nem acredita no sacrifício resgatador de Jesus Cristo como meio para livramento do pecado e da vida eterna? Não, ele não cantaria.

Mas que dizer das músicas evangélicas, a chamada "música gospel"? Por que as Testemunhas de Jeová não escutam, não usam os evangélicos a Bíblia e se dizem cristãos? Não é preciso especificar muitos assuntos para sabermos que as Testemunhas de Jeová são um grupo distinto da cristandade, apenas como um exemplo, podemos citar a doutrina da trindade, uma crença pagã que a cristandade adota e que não é ensinada pela Bíblia. Este ensinamento, de imediato, coloca uma enorme barreira entre a religião verdadeira e a falsa, pois tal entendimento bíblico não é apenas algum detalhe que poderia ser levado como apenas um pequeno erro de entendimento por parte de alguns, mas é algo de suma importância e é um assunto primordial para a adoração de um cristão. Como o único Deus verdadeiro se sentiria ao ver pessoas prestando adoração ao seu filho Jesus e ainda uma terceira pessoa como que sendo outro deus? A própria Bíblia adverte para os cristãos se manterem separados das confusões religiosas e de sua forma de adoração. Não iremos cantar (adorar) músicas espirituais dirigidas a um deus trino. O livro de 2 Coríntios 11: 2 nos diz: Pois tenho ciúme de vocês, um ciúme semelhante ao de Deus, porque eu pessoalmente os prometi em casamento a um só marido, ao Cristo, a fim de apresentá-los como virgem casta a ele. No Israel antigo, o sumo sacerdote só poderia tomar por esposa apenas uma virgem. Sabemos que o sumo sacerdote de Jeová é Jesus Cristo, harmoniza-se com a regra existente em Israel que ele tomasse apenas uma virgem por Noiva celestial. O cântico que as Testemunhas de Jeová cantam são o cântico da verdade:

“Então vi o Cordeiro em pé no monte Sião, e com ele 144.000, que têm o nome dele e o nome do seu Pai escritos na testa.   Ouvi um som vindo do céu, como o som de muitas águas e como o som de um forte trovão; o som que ouvi era como de cantores tocando as suas harpas ao cantar.   Estavam cantando o que parecia ser um novo cântico, diante do trono e diante das quatro criaturas viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender esse cântico, exceto os 144.000 que foram comprados da terra.   Esses são os que não se contaminaram com mulheres; de fato, são virgens. Esses são os que estão seguindo o Cordeiro para onde quer que ele vá. Foram comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro,   e não se achou engano na sua boca; eles não têm defeito.”(Apocalipse 14: 1-5)

Por isso se exige dos 144.000 que ‘não se poluam com mulheres’, mas que se mantenham “virgens”. Fazem isso por não se macularem com este mundo mediante um casamento religioso com organizações religiosas semelhantes a mulheres, deste mundo. Não devem ser iguais às virgens da antiga Babilônia, as quais, antes de se poderem casar legalmente, tinham de ir ao templo de Vênus (Istar) e prostituir-se diante dela por se entregarem a uma violação paga de sua virgindade por aquele que pagava mais. Não podem ser “meretrizes” produzidas por Babilônia. (Tia. 1:27; 4:4) Senão, o Noivo celestial nunca os incluiria na sua Noiva.
Apesar de o texto de Apocalipse se referir aos cristãos que irão governar com Jesus nos céus, outros da grande multidão seguem o exemplo e não se contaminam. (Apocalipse 7: 9, 14) 

Os cânticos das Testemunhas de Jeová são diferentes dos da cristandade, pois não são produzidos visando o lucro nem dão créditos a indivíduos, mas são feitos para transmitir as verdades bíblicas e para fazer parte da adoração dos cristãos que adoram apenas ao único Deus verdadeiro, Jeová. Portanto, que outros possam se juntar a estes “cantores” para que sua vida seja uma eterna melodia repleta de bênçãos.

Cantem a Jeová um novo cântico. Cante a Jeová, toda a terra! (Salmos 96:1)

                                                   

32 comentários:

  1. Ótimo artigo parabéns

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  2. A caso a música góspel adora a um deus hindu, ou ou qualquer outro deus que não seja o único e verdadeiro Deus da Bíblia?
    Entoar louvor a YeHovaH não é exclusividade de nenhum seguimento religioso!
    Tudo o que tem fôlego de vida é convocado a louvar a Deus salmos 150 - 6!
    Nunca vi nenhuma Testemunha de Jeová cantando louvor fora do salão, ou na sua vida cotidiana

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    1. Acaso o Deus verdadeiro que você se refere é um deus trino? Se for, ele não é o Deus da Bíblia, esse deus das músicas gospel é um deus criado pelo Concílio de Niceia, veja: http://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/wp20091101/mito-deus-e-uma-trindade/
      Jeová não aceita todo tipo de adoração, louvar a Ele é exclusividade das pessoas sinceras. "Contudo, vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade. Pois, realmente, o Pai está procurando a esses para o adorarem. Deus é espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” (João 4:23,24)
      As Testemunhas de Jeová amam os seus cânticos e o apreciam muito, porém não espere que uma TJ, nem com relação a cânticos nem com qualquer outra coisa, seja semelhante aos hipócritas que gostam de serem observados por outros: “Também, quando orarem, não ajam como os hipócritas, pois eles gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas principais, para serem vistos pelos homens. Digo a vocês a verdade: Eles já têm plenamente a sua recompensa." (Mateus 6:5)

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    2. Eu canto em todos os lugarea eu sou TJ e canto em todos os lugares . E vc falou bem vc nunca vio .
      E pra vc falar essa besteira observe

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    3. a música góspel adora a um deus TRINO, E SEGUNDO AS MÚSICAS GOSPEL ESSE DEUS CRIOU UM INFERNO PARA QUEIMAR UM ENTIQUERIDO SEU ...ISSO QUE VOCE CHAMA DE LOUVAR A DEUS?
      OU ODIAR A ADEUS? OU TER MEDO DE DEUS?
      OBSERVE AS DIFERENÇAS DAS BELAS CANÇÕES DAS TJ.. É COMO BÁLSAMO .É REFRIGÈRIO PARA NÓS.

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    4. Gostei da sua explicação e vou usa-la também para esclerecr algumas dúvidas de outras pessoas

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    5. Nunca viu uma Testemunha de Jeová cantando louvores fora do Salão, muito provavelmente porque:

      1 - Não conhece NENHUMA Testemunha de Jeová;
      2 - Não fica o tempo INTEIRO de um dia com ela ou;
      3 - Está mentindo!

      Eu também cantarolo por vezes os cânticos à Jeová no decorrer do meu dia, claro, de forma a não causar transtorno através de GRITARIAS (comum na cristandade), pois meu Deus é um Deus de ordem...

      Mas, em suma, cantamos sim, não importa onde... :)

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    6. Gostei de sua resposta.Eu estou sempre entoando canticos a jeová em qualquer lugar que e cabível ou em minha casa pq nós temos discernimento onde fazer isso. Não somos fanáticos,como a cristandade que acham que deve estar encomodando as pessoas em qualquer lugar com suas músicas gospel, ou converter as pessoas pela emoção. Jeová quer adoração de coração e não de emoção onde na primeira tempestade cai. Fica ai a dica viu cristandade.

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  3. Gostei do artigo, esclarecedor e direto ao ponto.

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  4. Artigo maravilhoso! Realmente nada se compara aos maravilhosos cânticos que exaltam não ao homem,mas nosso amoroso Pai Jeová!

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  5. Eu como estudante canto os cânticos sempre em casa. Agora pensa em quem já é testemunha de Jeová.

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  6. Respostas
    1. Brasil, porém tenho contatos com TJ de vários países que nos ajudam com informações.

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  7. Jeová o Deus verdadeiro,quer devoção somente para ele,,, tem todo o direito,pois ele é o criador de todas as coisasss.... Se ele falar que é isso ... de fato é ...
    Jeová eu te amo

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  8. Não posso me considerar uma TJ... porem sei mto bem as leis do verdadeiro Deus Jeová.
    Eh o mais importante ... Jeová quer devoção somente a ele,e isso ele e bem claro,sendo assim entende - se que Jeová não gosta de coisas pagãs ...

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  9. Amo Jeová.
    .
    .
    .
    Suas vontades serão feitas na terra assim com já é feita no céus.

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  10. só uma dúvida vocês testemunhas de Jeová não cantam músicas que adore a Deus vivo que é TRÊS em um, mas escutam músicas seculares do sistema mundano, porquê?? Não adianta dizer que é porque não conheço, por que conheço várias pessoas TJ.

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    1. "...músicas seculares do sistema mundano..." As músicas as que você se refere, "do mundo", não são produzidas para a adoração, mas as TJ não são contra diversões, tais como: teatros, cinema, tv, dança, práticas de esporte, etc. No entanto, qualquer diversão não poderá ir contra as normas bíblicas, por exemplo, seria errado ouvir uma música que tenha conotação sexual, faça apologia ao crime, incentive a violência ou práticas antibíblicas, etc. Ainda que haja, na maioria, músicas degradantes, mas, ainda há músicas sadias para se ouvir. Há alguns artigos que podem ajudar:
      http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/102011283?q=m%C3%BAsicas&p=par

      http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102008135?q=m%C3%BAsicas&p=par

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    2. Só complementado o fato de sermenos cristãos, na nossa playlist em computadores, celulares e outros dispositivos não precisa de ter somente musicas "Gospeis" ou "cânticos" para nos identificar como cristãos. Como já foi citado a cima cabe acada pessoa Cristã que goste de ouvir musicas feitas por "pessoas do mundo" tomar cuidado se o conteúdo dessa musica não é contra nenhuma principio de moral biblica.

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  11. Eu queria saber porque vocês testemunhas de jeová não escutam músicas gospel? Adoramos o Mesmo Deus o Deus vivo, tenho uma amiga testemunha de Jeová e ela não sabe me explicar sempre que pergunta á ela, ela me fala que não sabe de nada e Sou evangélica e não tenho nenhum preconceito sobre a religião de vocês além do mais tenho vários parentes testemunha de jeová mais eu tenho dúvida.

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    1. Acredito que esse artigo já contém a resposta. Você diz: "adoramos o mesmo Deus". O Deus que você adora, como se chama? Você adora Jesus? Adora o espírito santo?

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  12. Muito bom esse artigo,assim como todos os artigos,das tj.

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  13. Ótima explanação
    Em suma a resposta a esta pergunta é: não ouvem por que as músicas gospeis promovem ensinos falsos ( trindade, todos irem morar no ceu, inferno, imortalidade da alma, destruição da terra etc ) e também as Testemunhas de Jeová, assim como Jesus não apoiam os vendedores ambulantes da palavra de Deus

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  14. Concordo em Parte com o artigo, mas quanto a questão de adorar a Jeová a ii tudo bem, mas pq ñ adoram a Jesus?? Que tbm é Senhor e Deus?? é vdd esse "deus trino" ñ existe o Espirito Santo ñ é Deus,é o poder de Deus aqui na terra,sou estudante TJ Mas lá pros anos 70 ou antes as Tjs adoravam O Filho de Deus e hj mal falam em Jesus, pq?? Essa é a questão

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    1. Você pergunta: quem é Senhor e Deus? No Pentecostes de 33 EC, depois que o espírito santo veio sobre os discípulos reunidos em Jerusalém, o apóstolo Pedro deu testemunho a respeito de Jesus à multidão do lado de fora. Falou ele sobre a Trindade? Considere algumas de suas declarações, e julgue por si mesmo:
      "Jesus, o Nazareno, foi um homem que Deus aprovou diante de vocês com obras poderosas, milagres e sinais que Deus fez por meio dele entre vocês." "Deus ressuscitou a esse Jesus, e disso todos nós somos testemunhas." "Deus o fez Senhor e Cristo, a esse Jesus, que vocês mataram numa estaca.” (Atos 2:22, 32, 36)
      Longe de ensinar a Trindade, essas expressões de Pedro, cheio do espírito santo, sublinham a subordinação de Jesus a seu Pai, que ele é um instrumento para o cumprimento da vontade de Deus.
      Quando Pedro levou as boas novas sobre Jesus a Cornélio, houve mais uma oportunidade para revelar a doutrina da Trindade. Que aconteceu? Pedro explicou que Jesus é “Senhor de todos”. Mas passou a explicar que esse senhorio veio de uma fonte superior. Jesus era “o designado por Deus para ser juiz dos vivos e dos mortos”. Após a ressurreição de Jesus, seu Pai “permitiu” que ele aparecesse” a seus seguidores. (Atos 10:36, 38, 40, 42)
      A palavra "deus" é um título, vale lembrar que nos escritos originais (antigos) não se utilizava letras maiúsculas, os tradutores é que decidem quando devem usar. Nenhuma das nações gentias idólatras formou um deus antes de Jeová, porque ninguém existiu antes de Jeová. Tampouco formariam num tempo futuro um deus real, vivo, que pudesse profetizar. (Isa. 46:9, 10) Mas isso não quer dizer que Jeová jamais causasse que existisse alguém que fosse corretamente mencionado como sendo um deus. O Salmo 82:1,6 diz: "Deus toma sua posição na divina assembleia; Entre os deuses profere seu julgamento." "'Eu disse: ‘Vocês são deuses, Todos vocês são filhos do Altíssimo."

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    2. Sobre adorar Jesus, as Testemunhas de Jeová nunca fizeram isso, desde bem cedo perceberam o quanto era mentirosa essa doutrina.
      "Os Estudantes da Bíblia também expuseram como falsa a amplamente venerada doutrina da Trindade. Em 1887, a revista A Sentinela * comentou: “As Escrituras são bem claras com respeito à individualidade distinta e à relação exata entre Jeová e nosso Senhor Jesus.” Daí o artigo observou que era surpreendente que “a ideia de um Deus trino — três Deuses em um e, ao mesmo tempo, um Deus em três — chegasse a ter proeminência e aceitação geral. Mas o fato de isso ser assim serve para mostrar como foi profundo o sono da igreja enquanto o inimigo a amarrou com as correntes do erro”. –
      https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/reino-de-deus/nascimento-do-reino-no-ceu/

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  15. Boa tarde, amigos! Me chamo Geovane. Vocês poderiam me explicar, de uma forma detalhada, porque afirmam que alguns dons espirituais cessaram?

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    1. A ATUAÇÃO PODEROSA DO ESPÍRITO NO PRIMEIRO SÉCULO

      Quando lemos a narrativa que relata as atividades dos apóstolos e de seus companheiros, conforme principalmente registrada no livro bíblico de Atos, não podemos deixar de ficar impressionados com a potência, a intensidade e a energia da operação do espírito santo. A partir de Pentecostes de 33 E. C., “os crentes no Senhor continuavam a ser acrescidos, multidões deles, tanto de homens como de mulheres”. (Atos 5:14) Durante a primeira viagem missionária de Paulo, que durou apenas cerca de um ano e meio, ele e Barnabé percorreram Chipre e a Ásia Menor. (Atos, caps. 13, 14) Neste curto tempo, estabeleceram uma congregação após outra e designaram homens locais para assumirem a supervisão. Algumas congregações evidentemente foram formadas num período muito curto de tempo. Numa viagem posterior, Paulo passou apenas um ano e meio na cidade grande de Corinto, encontrando ali muitos discípulos. — Atos 18:11.
      Por que operou o espírito de modo tão poderoso, ajuntando centenas, sim, milhares à congregação cristã, num espaço tão curto de sua primitiva história?
      Foi porque havia apenas relativamente poucos anos para se estabelecer, edificar e fortalecer a congregação. Jesus, na sua ilustração do trigo e do joio, havia demonstrado que esta atividade vigorosa seria de duração limitada. Acabaria quando ‘os homens dormissem’, quer dizer, depois de os apóstolos terem ‘adormecido’ ou desaparecido na morte. Quando isso ocorresse, o predito “homem que é contra a lei” não mais seria retido, e a grande apostasia, a rebelião contra o verdadeiro ensino e prática apostólicos, surgiria na plena força. (Mat. 13:24-30, 36-43; 2 Tes. 2:3-8) De modo que os apóstolos trabalhavam incansavelmente para edificar a congregação, a fim de que ela fosse “coluna e amparo da verdade” contra as ondas tempestuosas da apostasia que praticamente a submergiria. — 1 Tim. 3:15; 4:1; Atos 20:29, 30; 2 Ped. 2:1-3.
      Mas por que foram necessárias as operações milagrosas do espírito? Pois bem, deve lembrar-se de que, no primeiro século, era raro que até mesmo um judeu possuísse uma coleção completa dos rolos das Escrituras Hebraicas. A Bíblia era praticamente desconhecida entre os pagãos. Quanto às narrativas evangélicas das Escrituras Gregas, havia apenas poucas cópias em circulação. Nenhum dos livros bíblicos fora jeitosamente dividido em capítulos e versículos, assim como se dá hoje. Concordâncias bíblicas, dicionários bíblicos e comentários bíblicos não existiam. Portanto, torna-se evidente que precisava haver ajuda da parte de Deus, além do que era normal. Era lógico que o espírito de Deus operasse dum modo que satisfizesse a necessidade que muitos discípulos cristãos tinham do conhecimento bíblico e de orientação. Fez isso por meio dos dons milagrosos.

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    2. OS DONS MILAGROSOS
      Estes dons se acham alistados em 1 Coríntios 12:4-11. O apóstolo escreve ali que o espírito não operava de modo igual sobre cada membro da congregação, mas, antes, que manifestava sua operação e influencia de modos diversos. Desta maneira equipou plenamente a congregação como corpo para manter a doutrina correta e as práticas puras, para pregar e ensinar as boas novas, e para se manter firme contra a apostasia. Consideremos os diversos dons e seu objetivo.
      O primeiro alistado é a “palavra de sabedoria”. A sabedoria é a capacidade de usar o conhecimento e a compreensão com pleno êxito para atingir certos objetivos. Este dom de sabedoria não era a sabedoria decorrente da experiência, mas era uma sabedoria milagrosa, cujo possuidor podia ajudar a congregação nas decisões de natureza difícil. — Atos 13:1-5.
      O segundo era a “palavra de conhecimento”. Não se tratava do conhecimento a respeito de Deus e de Cristo que todos os cristãos precisam ter para ser discípulos. (João 17:3; Rom. 10:14) Era um conhecimento milagroso que compensava a falta de exemplares das Escrituras. Alertava também de modo milagroso às situações que afetavam o bem-estar da congregação. — Atos 5:1-11.
      A seguir vinha a “fé”. Novamente, não se tratava da fé que todos os cristãos tinham de possuir, pois a fé em Deus e no seu Filho, e no sacrifício de resgate, era o requisito primário para alguém se tornar cristão. (Rom. 10:10; Atos 2:38, 39) Antes, era uma fé milagrosa inspirada pelo espírito, uma convicção inquebrantável que habilitava seu possuidor a vencer obstáculos montanhescos e transmitir à congregação energia e zelo para prosseguir inabalavelmente na pregação das boas novas. Quão valioso era o membro da congregação que possuía tal dom!
      Depois vinham “dons de curar” e outras “obras poderosas”. (Atos 3:1-8; 5:12-16; 13:6-12) Estes serviam de sinal para os incrédulos, provando poderosamente que o espírito de Deus estava sobre a congregação e facilitava a obra dela.
      O dom de “profetizar”, além do falar das coisas magníficas de Deus, incluía a capacidade inspirada de falar com exatidão sobre coisas vindouras. Esta predição inspirada de acontecimentos, em geral parece ter sido limitada, porém, às coisas que afetavam a congregação naquele tempo, habilitando-a a enfrentar a situação prevista, como no caso da fome no tempo do Imperador Cláudio, predita pelo profeta cristão Ágabo. — Atos 11:27-30.
      O “discernimento de pronunciações inspiradas” era o dom que operava para a segurança da congregação. Naquele tempo, havia realmente profetas com mensagens inspiradas de Deus, alguns dos quais viajavam, como fizeram Barnabé, Silas, Paulo e outros. Por meio do dom de discernir pronunciações inspiradas, a congregação ficava protegida contra quaisquer impostores ou falsos profetas. Quando tais vinham à congregação, podiam ser identificados pelo membro que possuía tal dom. A congregação sabia assim se devia ou não dar atenção às “expressões inspiradas”. — 1 João 4:1.
      As “línguas” e a “interpretação de línguas” eram importantes para a divulgação rápida das boas novas através da Ásia, da Europa, da África e das ilhas do mar. O dom de línguas servia também de sinal para os de fora congregação cristã. (1 Cor. 14:22) Paulo, por causa de sua comissão como apóstolo para as nações, viajou mais do que os outros, encontrando-se com pessoas de grande variedade de línguas e dialetos. Sem dúvida, foi por isso que ele foi tão ricamente dotado com este dom, conforme disse: “Falo mais línguas do que todos vós.” — 1 Cor. 14:18.

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    3. DONS ESPIRITUAIS NA CONGREGAÇÃO HODIERNA
      Agora, no tempo atual, a verdadeira congregação cristã foi recuperada da apostasia que envolveu a Idade Média em trevas espirituais. Assim como Israel foi mandado de volta à sua terra, em 537 A. E. C., pelo Rei Ciro, da Pérsia, assim Jeová usou seu Rei reinante Jesus Cristo para levar a hodierna congregação cristã a uma condição espiritualmente próspera (Isa. 1:25-27) Restabeleceram-se as verdadeiras doutrinas sobre o nome de Deus, a posição de seu Filho Jesus Cristo, o reino de Deus, o resgate, a ressurreição e outras. As doutrinas falsas da Trindade, do inferno de fogo, da imortalidade da alma humana e outras foram expostas com antibíblicas. Faz-se a pregação das boas novas do Reino em todo o mundo. Precisa a congregação dos dons milagrosos do espírito para realizar a sua obra e para manter a sua pureza, retidão e união?
      Não, tais dons não são necessários dum modo inteiramente milagroso, assim como foram no primeiro século, porque Deus dotou a congregação com as coisas necessárias dum modo diferente, mais concreto e permanente. Entretanto, assim como se deu na primitiva história da congregação, nem todos os membros da congregação possuem todas as capacidades, mas cada um complementa os outros, de modo que a congregação, como corpo, com todas as suas capacidades, representa a Deus e Cristo de modo exato. Isto é realizado pela operação do espírito de Deus, que concede uma variedade de capacidades.
      Portanto, o espírito age deveras de modo poderoso hoje em dia, assim como fez na primitiva congregação cristã. De fato, a obra que realiza pode muito bem ser classificada como milagrosa, do ponto de vista humano. Os que fazem a obra precisam ter o espírito de Deus para fazê-la, e eles reconhecem que é realmente Seu espírito que consegue os resultados.
      No entanto, as coisas realizadas podem parecer ser o resultado natural para alguém que não reconhece o espírito de Deus como força que energiza Seu povo para a atividade. A operação do espírito atualmente na congregação de Deus não parece algo espetacular, pois os dons empregados são dons espirituais desenvolvidos durante um período de tempo por quem os possui, ao passo que os dons milagrosos da primitiva congregação foram concedidos instantaneamente aos cristãos, segundo a escolha de Deus. — 1 Cor. 12:6, 11, 18; Atos 19:5, 6.
      Hoje em dia, nós, como cristãos, podemos ser felizes de que Deus, na sua maravilhosa sabedoria, operou desta maneira para manter viva a verdade na terra. Devemos agora procurar zelosamente desenvolver os frutos do espírito, para não sermos achados como ‘aceitando a benignidade imerecida de Deus e desacertando o propósito dela’. — 2 Cor. 6:1.
      A Sentinela de 15 de fevereiro de 1972, páginas 117-21.

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  16. Lucianotestemunha1 de julho de 2017 08:44

    Não consigo entender como essa doutrina da trindade entrou na cabeça das pessoas eu sempre imaginei a Deus e Jesus como pessoas distintas embora não soubesse Muito sobre o espírito santo nunca imaginei como sendo uma pessoa sou TJ a 15 anos a verdade é tão clara como a luz do dia .eu acho q as pessoas preferem a escuridão por opção ninguém é tão tonto assim kkkk

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